Entrevista: Sarah Scheffel

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Sarah Scheffel, dona da marca de calçados Esdra Design, transformou a empresa familiar criada pelos avós maternos e pelos pais na empresa dela. Com muito orgulho da origem do empreendimento, Sarah não teve medo de mudar de direção e fazer apostas focadas no que ela sentia ser o certo, incluindo um investidor e ajustes no estilo dos produtos. “A intuição é muito importante. Às vezes, todo mundo vai dizer que não, mas você tem que insistir.”

sarah scheffel da esdra design é entrevistada do podcast perrengue

Ela é a entrevistada da semana no #podcastperrengue. Play! 

 

Estuando, trabalhando e respirando sapatos na Itália e na Espanha, Sarah treinou seu olho e seu feeling para o que poderia ser tendência. Entre a leitura de um livro e a visita de mais uma feira dedicada ao segmento, a designer viu, em 2012,  os tênis Isabel Marrant, que começavam a despontar na Europa e acreditou que o formato tão, assim, peculiar, poderia fazer sucesso também no Brasil. Os sneakers, como ficaram conhecidos por aqui os tênis de cano e salto alto tinham uma forma diferente de tudo o que Sarah já havia visto ou produzido. Sabendo que tinha diante de si uma oportunidade, ela buscoumaneiras de de criar um modelo inspirado no original, que fosse ao mesmo tempo leve, confortável e viável comercialmente. Foram precisos muitos testes e ajustes nas máquinas da fábrica (além de foco) para chegar ao protótipo perfeito.

Mas esse sucesso não batava. O pessoal da fábrica estava desconfiado de que o tênis diferentão não valia a pena. De fato, era um risco. Na primeira feira em que o ofereceu aos lojistas, a reação dos compradores não foi nada animadora. Na segunda vez, a resposta foi melhor. E, para resumir: foi o maior hit da marca até então e continua sendo um dos maiores sucessos da carreira da designer. Ela saiu na frente ao produzir o tênis que virou febre e teve a prova de que sua intuição merece ser ouvida.

“A intuição é muito importante.

Às vezes, todo mundo vai dizer que não,

mas você tem que insistir.”

A Esdra, que era focada no mercado externo até o início dos anos 2000, época em que os pais de Sarah ainda estavam no comando, deu uma guinada rumo ao mercado interno. Hoje, o foco o conforto ganha, cada vez mais, espaço entre as criações. E a capacidade de captar tendências, como um produto da associação de suas pesquisas e seu feeling, continua fazendo a diferença.  Sobre o que imagina para o futuro, Sarah conta que tem a ver com um consumo mais cuidadoso. “Acho que as pessoas vão ter menos peças e escolher peças com mais significado.”

 

 

Sabrina Abreu

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By Daniele Zedda • 18 February

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